Hoje vim contar um pouco da minha história. Me chamo Vanessa, tenho 27 anos, sou casada e mãe de um
rapazinho de 7 anos. No dia 30 de Abril de 2012, descobri minha segunda gravidez. Estava tentando a mais
de 5 anos e já havia perdido as esperanças. Foi um momento ímpar, que quase foi destruído na última
segunda-feira, 03 de Setembro. Estava feliz da vida, na 24ª semana de gestação, fazendo a ultrassonografia
morfológica, vendo meu bebê todo lindo, que por sinal é outro menino, perfeito, saudável, quando de
repente, a fisionomia do médico mudou. Meu coração começou a bater mais rápido e antes que ele
explicasse qualquer coisa eu já estava aos prantos, chorando, desesperada. Foi ai que ele disse: "olha, vejo
o estômago do seu bebê ao lado do coração." Nessa hora eu já pedia pra morrer, não acreditava que anos
de espera terminariam ali, em minha cabeça só se passava o pior, que eu não teria meu filho em meus
braços, que a vida dele terminaria assim que saísse da minha barriga. O médico não me explicou muita
coisa, pois isso era função do meu GO. Apenas disse ao meu marido que ficasse do meu lado, pois eu
precisaria muito, já que se iniciaria um processo longo de exames e acompanhamento médico especializado
que só poderá ser feito na capital, Belo Horizonte. Sai do hospital naquele dia sem chão. Entrei no ônibus e
comecei a pesquisar pelo celular a respeito do problema. Fiquei cega, quase não me contive e segurei ao
máximo para não chorar. Nao via por onde o ônibus passava e nem as pessoas que estavam nele. Eu só
pensava que meu sonho havia terminado e eu realmente não poderia ser mãe outra vez. Liguei logo para
meu GO e consegui uma consulta para o dia 05 de setembro, quarta-feira. Enquanto esperava pelo dia da
consulta, busquei tudo que podia saber sobre o assunto e me deparei de cara com o caso da Debie, mãe da
Cecilia, que me aliviou muito naquele momento, pois ela havia sobrevivido a HDC e hoje e uma criança feliz.
No dia da consulta eu estava super tensa e preocupada, com medo do que iria ouvir. E quando o medico
disse que iria me encaminhar ao Serviço de Gestação de risco - Medicina Fetal, não pude me conter e
desabei em lagrimas. Percebi o que iria enfrentar daqui pra frente e que não seria fácil. Cheguei a perguntar
sobre a cirurgia intra-uterina que e feita em alguns casos e ele disse que não sabia se era feita em BH. Mais
que depressa respondi, não me importa onde seja feita, se for um meio de salvar meu bebe, irei a qualquer
lugar. Com o encaminhamento em mãos, para liberação do meu convenio, marquei as consultas e exames no
Mater Dei, um dos melhores hospitais de Belo Horizonte, que tem todos os recursos que irei precisar,
medicina fetal, cirurgião pediátrico, obstetra especializado e UTI neonatal, para que tudo corra bem com
meu pequeno. Agora e so aguardar o dia 17 de setembro, quando irei fazer novamente a USG e receber
orientações de um profissional especializado. Logo darei noticias...
Ultrassom Morfológica com 25 semanas.



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