segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Nossa história

Hoje vim contar um pouco da minha história. Me chamo Vanessa, tenho 27 anos, sou casada e mãe de um

rapazinho de 7 anos. No dia 30 de Abril de 2012, descobri minha segunda gravidez. Estava tentando a mais

de 5 anos e já havia perdido as esperanças. Foi um momento ímpar, que quase foi destruído na última

segunda-feira, 03 de Setembro. Estava feliz da vida, na 24ª semana de gestação, fazendo a ultrassonografia

morfológica, vendo meu bebê todo lindo, que por sinal é outro menino, perfeito, saudável, quando de

repente, a fisionomia do médico mudou. Meu coração começou a bater mais rápido e antes que ele

explicasse qualquer coisa eu já estava aos prantos, chorando, desesperada. Foi ai que ele disse: "olha, vejo

o estômago do seu bebê ao lado do coração." Nessa hora eu já pedia pra morrer, não acreditava que anos

de espera terminariam ali, em minha cabeça só se passava o pior, que eu não teria meu filho em meus

braços, que a vida dele terminaria assim que saísse da minha barriga. O médico não me explicou muita

coisa, pois isso era função do meu GO. Apenas disse ao meu marido que ficasse do meu lado, pois eu

precisaria muito, já que se iniciaria um processo longo de exames e acompanhamento médico especializado

que só poderá ser feito na capital, Belo Horizonte. Sai do hospital naquele dia sem chão. Entrei no ônibus e

comecei a pesquisar pelo celular a respeito do problema. Fiquei cega, quase não me contive e segurei ao

máximo para não chorar. Nao via por onde o ônibus passava e nem as pessoas que estavam nele. Eu só

pensava que meu sonho havia terminado e eu realmente não poderia ser mãe outra vez. Liguei logo para

meu GO e consegui uma consulta para o dia 05 de setembro, quarta-feira. Enquanto esperava pelo dia da

consulta, busquei tudo que podia saber sobre o assunto e me deparei de cara com o caso da Debie, mãe da

Cecilia, que me aliviou muito naquele momento, pois ela havia sobrevivido a HDC e hoje e uma criança feliz.

No dia da consulta eu estava super tensa e preocupada, com medo do que iria ouvir. E quando o medico

disse que iria me encaminhar ao Serviço de Gestação de risco - Medicina Fetal, não pude me conter e

desabei em lagrimas. Percebi o que iria enfrentar daqui pra frente e que não seria fácil. Cheguei a perguntar

sobre a cirurgia intra-uterina que e feita em alguns casos e ele disse que não sabia se era feita em BH. Mais

que depressa respondi, não me importa onde seja feita, se for um meio de salvar meu bebe, irei a qualquer

lugar. Com o encaminhamento em mãos, para liberação do meu convenio, marquei as consultas e exames no

Mater Dei, um dos melhores hospitais de Belo Horizonte, que tem todos os recursos que irei precisar,

medicina fetal, cirurgião pediátrico, obstetra especializado e UTI neonatal, para que tudo corra bem com

meu pequeno. Agora e so aguardar o dia 17 de setembro, quando irei fazer novamente a USG e receber

orientações de um profissional especializado. Logo darei noticias...


Ultrassom Morfológica com 25 semanas.




domingo, 9 de setembro de 2012

O que é a Hernia Diafragmática Congenita

O diafragma é um musculo que separa o tórax (coração e pulmões) do abdôme (estômago, fígado, intestino e outras vísceras). Além de separar as duas cavidades o diafragma é também o músculo mais importante envolvido nos movimentos respiratórios. Uma hernia diafragmática é uma malformação do músculo (um pequeno defeito ou "buraco"), permitindo que o conteúdo da cavidade abdominal passe para o tórax.
No início da gestação, quando o bebê ainda está se formando, existe um "buraco" no diafragma. Isto é normal, mas este "buraco" normalmente se fecha no terceiro mês de gestação. Isto acontece em cerca de 1 em cada 2.500 gestações. O fato dos órgãos abdominais terem subido até o tórax impede o desenvolvimento adequado dos pulmões, causando uma condição conhecida como hipoplasia pulmonar. Isto significa que os pulmões são menores do que eles deveriam ser.

Riscos Envolvidos
Durante a gestação, o feto não precisa dos pulmões para respirar e por isso a hernia diafragmática não tem muitas manifestações durante a vida intra-uterina. Imediatamente após o nascimento, o recém-nascido precisa usar os pulmões para obter oxigênio e se eles estiverem muito pequenos (hipoplásicos) isto poderá causar uma condição chamada de insuficiência respiratória. Os vasos sanguíneos dos pulmões também serão muito pequenos, e haverá dificuldade de circulação neles, causando um outro problema chamado de hipertensão pulmonar.
Recém-nascidos com hernia diafragmática requerem cuidados especializados e suporte de neonatologistas. Assim que o problema respiratório estiver estabilizado um cirurgião pediátrico irá realizar uma cirurgia para corrigir a hernia diafragmática, colocando as vísceras abdominais novamente no abdome e fechando o defeito do diafragma.
Os bebês com hernia diafragmática devem nascer em hospitais de alta complexidade para que o tratamento adequado seja oferecido. Apesar dos avanços técnicos da medicina, mesmo nos melhores hospitais do mundo, alguns bebês com hernia diafragmática não irão sobreviver devido a gravidade dos problemas pulmonares.
A probabilidade de sobrevida está relacionada com o tamanho dos pulmões. Quanto menor for o pulmão residual, pior é o prognóstico. Por isso alguns bebês que apresentam quadros extremamente graves podem se beneficiar de cirurgia intra-uterina.
Como é feito o diagnóstico
Durante a gestação o diagnóstico poderá ser feito pela ultrassonografia. Após o nascimento o diagnóstico será feito pelo pediatra por meio do exame físico e radiografia de tórax.

Para realizar um diagnóstico adequado é necessário que o seu exame seja realizado por alguém com treinamento em medicina fetal. O processo de avaliação irá envolver os seguintes passos:

 - estabelecer se a  hernia diafragmática  é um defeito isolado ou se existem outras anomalias associadas

 - avaliar o grau de acometimento pulmonar e as chances de sobrevida
Para isso serão necessários alguns exames como:

 - ultrassonografia morfológica
 - amniocentese para realização de cariótipo
 - ecocardiografia fetal
 - ressonância nuclear magnética
Após avaliação completa poderá ser dado um parecer sobre o caso

Quais são as possibilidades de condução do caso durante a gestação?
Os casos de hérnia diafragmática poderão ser conduzidos da seguinte forma, dependendo do caso:

 - conduta expectante até o termo (gestação completa) com tratamento apenas após o nascimento 

 - cirurgia fetal intra-uterina com oclusão traqueal por fetoscopia (reservado para os casos de pior prognóstico)

Tratamento após o nascimento

A hérnia diafragmática congênita é um problema grave e requer internamento em UTI neonatal. Bebês com hérnia diafragmática geralmente não conseguem respirar sozinhos devido a hipoplasia pulmonar. A maioria dos bebês irá necessitar de uma máquina para respirar chamado ventilador. Alguns bebês irão ainda precisar ainda de um outro aparelho chamado ECMO. O ECMO (Circulação Extracorpórea com Oxigenador de Membrana) faz temporariamente a função do coração e pulmões: oxigenar o sangue e bombear ele no corpo. O ECMO poderá ser utilizado temporariamente até que o problema pulmonar esteja estabilizado.

Finalmente após a estabilização do problema pulmonar a hérnia será corrigida com cirurgia. As vísceras serão recolocadas no abdome e o defeito no diafragma suturado.


...

Blog em construção constante, aceito sugestões, dicas e novas historias.

O dia a dia apos a HDC entrar em nossas vidas

Encontrei forças em meu primeiro filho

A espera pelo irmãozinho e os planos que ele faz, me dão mais segurança e motivação para lutar.
Filipe Leonardo, minha primeira benção.



A cada palavra dita por ele de como será quando o irmão nascer me dão mais força e esperança. Ele pede todas as noites para que Deus cure o irmãozinho, e isso me motiva muito, porque a oração de uma criança tem muita força e a fé deles é pura. O Filipe passou por uma cirurgia simples aos 3 anos, retirou as amídalas e adenoide. Depois disso se tornou uma criança saudável, que antes não comia nem dormia bem. Deus vem me abençoando a anos, e é isso que me dá a certeza de mais uma vitória com o pequeno Lucas.
Meu Super Filhão





Acima de tudo, fé em Deus!

Há quem diga que Deus não existe, e tudo que acontece nesse mundo tem uma explicação científica. Mas eu digo que NÃO! Deus existe sim, e tem feito muito por mim e por minha família. Sou nascida e crida em João Monlevade, uma cidade do interior de Minas, com cerca de 100 mil habitantes, e possui recursos estáveis em vista de onde estou hoje. Em Janeiro de 2012, me mudei para Catas Altas, também interior de Minas, cidade com cerca de 5 mil habitantes e recursos altamente baixos na área de saúde. No dia 30 de Abril de 2012, descobri minha segunda gravidez. Fiquei super feliz, pois tentava a 5 anos e nada. Foi ai que começou minha luta nessa cidade, e digo que nada acontece por acaso. Pela lógica, eu faria meu pré-natal aqui, como todas as gestantes fazem, já que resido na cidade. Busquei por atendimento diversas vezes e não consegui. Em uma delas, no segundo mês de gestação, eu estava com 39º de febre e garganta inflamada, procurei o Posto de Saúde (onde logicamente faria o pré-natal) e fui super, hiper, mega mau atendida. As funcionárias  ( que por sinal muito mau educadas) alegaram que para eu conseguir um atendimento com obstetra teria que fazer um exame de sangue no próprio posto, que ficaria pronto em 15 dias ou MAIS, para comprovar a gravidez e só ai seria atendida. São normas? SIM! Mas eu tinha em mãos uma ultrassonografia, feita dois dias antes de procurar atendimento, confirmando 7 semanas de gestação. Resultado: aceitaram? NÃO! Fui atendida? NÃO! Eu faria o exame de sangue sim, mas me recusei por achar um absurdo, negar atendimento a uma gestante passando mau, com apenas 7 semanas de gestação, período em que o risco de aborto ainda era presente, e eu ali, feito boba com uma ultrassonografia em mãos, passando de recepcionista a recepcionista até chegar em uma enfermeira. Me revoltei com essa cidade. Fiz uma única consulta DOIS meses depois, mesmo assim por que foi marcada por uma conhecida que trabalha em uma das unidades de saúde da cidade. Decidi então procurar um médico que atendesse pelo meu convênio, aqui na cidade sem chances. Na cidade mais próxima a 30 minutos daqui, zero. Consegui em Barão de Cocais, onde pegava duas conduções e gastava pouco mais de 1 hora pra chegar até lá. Comecei o pré-natal no quarto mês de gestação, dois meses após descobrir a gravidez. A primeira coisa que perguntei ao médico foi: "vai pedir exame de sangue?" (já estava revoltada com esse tal de betahcg), e ele disse que não havia necessidade por que a ultrassonografia já mostrava o tempo de gestação. Duas semanas depois fiz a translucência nucal, tudo normal. Mas achei que o atendimento foi rápido demais, o exame não durou 10 minutos, o médico se quer tentou ver o sexo do bebê. Dois meses depois o obstetra pediu o morfológico. Já estava ansiosa pra saber o sexo e ia marcar no mesmo lugar que fiz a translucência porque era mais perto pra mim (ressaltando que todo mundo deve estar pensando, ah mas Barão de Cocais é tão perto de Catas Altas. É sim! Pra quem vai de carro e não tem que ficar na correria de fazer o almoço, deixar o filho na escola às 12:10 e levar a comida do marido ( a pé) pra pegar o ônibus de 12:45 chegar em Santa Bárbara 13:25, pegar outro ônibus e chagar a Barão 14:00 com consulta marcada às 14:10, voltar na correria pra pegar o filhote na escola 16:30 e tudo isso com apenas o café da manha no estomago, porque se fosse almoçar não conseguiria fazer metade disso debaixo do sol rachando.) Bom, voltando aos exames. Decidi então marcar o morfológico em Monlevade, com Dr. Elias, já que tinha ficado insatisfeita com o exame feito em Barão. Mau sabia eu que Deus estava me direcionando desde o momento que decidi marcar o exame. Fui toda feliz, no dia 31 de agosto, iria saber o sexo do bebê e poder comprar o enxoval. Fui com minha mãe até o Hospital Margarida, feliiiiz da vida e a primeira coisa que vi foi o saco do bebê kkkk, era outro meninão. Dr. Elias é muito atencioso e não atende nenhum paciente na correria, faz o que tem que ser feito demore o quanto demorar. Fiquei mais de uma hora no consultório, e por mim estava tudo perfeito. O Lucas se mexia muito, mudava de lado toda hora, até que o Dr. disse que não conseguia ver detalhadamente o coração e pediu pra eu voltar na segunda, para complementação do exame. Fui embora toda alegre, matei saudade da família no fim de semana, e no domingo de manhã alguma coisa me disse que eu deveria pedir que meu marido ficasse e me acompanhasse no retorno ao hospital. Ele fez várias ligações até encontrar o supervisor dele e dizer que iria abrir o correio mais tarde porque queria me acompanhar no exame. Demorou pra ter a liberação mas conseguiu. Acordamos na segunda bem cedinho pra sermos os primeiros a ser atendidos. Chegamos ante do médico, que respirou aliviado ao vem meu marido comigo. Entramos no consultório e ele começou a mostrar o Lucas, "olha ai pai, mais um pintinho pra família", nós dois alegres, babando, até que veio o balde de água fria. O bebê tinha Hérnia Diafragmática, o médico havia visualizado na sexta-feira mas não quis falar porque eu estava com minha mãe, disse que isso é noticia que se dá aos pais, porque só eles poderão resolver e passar por tudo juntos. O resto todo mundo sabe. Pra muitos, tudo não passa de coincidência, mas eu vejo o agir de Deus em cada decisão que tomei. Quem me conhece sabe que sou muuuuuuuuuuuito preguiçosa, odeio andar, sair de casa no calor, e o mais viável pra mim seria fazer o pré-natal aqui mesmo, fazer apenas uma ultra e esperar o bebê nascer. como já tinha um filho perfeito, nem imaginava que isso poderia acontecer. Mas desde o início, Deus tem colocado dificuldades em meu caminho pra me direcionar para o caminho certo. O caminho mais fácil é o que todos seguem, mas Deus me mostrou o caminho mais longo, difícil  cheio de barreiras, porém, o que me levará à vitória. Estou sofrendo? Sim! Mas confiante em Deus, porque sei que nada é por acaso. O propósito de Deus está se cumprindo em minha vida, a cada dia um desafio e uma vitória. Eu andava descrente, nem falava mais com Deus, e Ele me mostrou qual caminho devo seguir. Agradeço todos os dias pelo Lucas, mesmo tendo que passar por tudo isso. Porque ele é uma prova viva de que Deus existe e olha por mim. Nada foi por acaso, foi apenas Deus me resgatando do limo. Por isso eu creio e confio no Senhor, porque é Nele que está minha vitória.

sábado, 8 de setembro de 2012

O nome do bebê

Está muito difícil escolher o nome do meu pequeno. Quero um nome de significado forte, que determine coisas boas toda vez que for pronunciado. Estava entre :

Nicholas -  Variante de Nicolau. Ambicioso e lúcido, mordaz e inquieto. Por ser extremamente desconfiado pode deitar a perder tudo o que tiver conquistado no campo sentimental. Gosta da família e de se assumir como seu chefe. Na vida social e profissional atinge também posições de liderança

Lucas - Luminoso

Victor - Vitória certa, vencedor

Daniel - Significa Deus é meu juiz. Indica uma pessoa que não se preocupa exageradamente com a opinião dos outros. O importante para ele é estar em paz com a própria consciência e com seus princípios morais. Tem uma intuição muito grande e sabe usá-la. Do hebraico 'Deus é meu juiz'.

Mas enfim, como as opiniões foram bem divididas, decidi escolher eu mesma. Meu filho Filipe queria um e o pai outro. Então fui no mesmo segmento quando escolhemos o nome do meu primogênito, nome bíblico. Sendo assim, optei por Lucas, um nome suave que significa luminoso. Tenho certeza que meu filho será sempre iluminado por Deus e alcançará a vitoria.

Então fica Lucas Henrique Cassilhas da Silva ( Henrique, que significa príncipe, poderoso e é o nome do meu pai.)

Minhas duas jóias preciosas, presentes de Deus, que me trarão muitas alegrias.

Filipe Leonardo e o mais novo membro da família abençoado por Deus, Lucas Henrique.